"As canções não curam amores e doenças, mas aquela pequena dor que a existência nos dá..." Renato Russo
Imagine como seria a vida sem a música? Acho que eu morreria.
Sim, essa coisinha louca chamada música dominou minha vida desde os primórdios e tomou conta de todo o meu ser. Fico feliz por poder apreciá-la, e mais feliz ainda por poder compartilhá-la. Aqui falo sobre a música no cotidiano e como ela influência minha vida, até nos mais remotos pensamentos.
"Oh, oh, listen to the music all the time..." ♫ Doobie Brothers
Renato Manfredini Jr., mais conhecido como Renato Russo, nasceu no Rio de Janeiro, em 27 de março de 1960.
Renato sempre viveu com a família no Rio de Janeiro, e, em 1967, a família se mudou para os Estados Unidos por causa do emprego do pai. Lá, Renato teve contato com a língua e a cultura americana, e em 1969, a família voltou para o Rio de Janeiro.
Em 1973, a família mudou-se novamente, indo para Brasília dessa vez. Aos 15 anos, Renato passou por uma fase difícil quando descobriu que tinha uma doença que afetava seus ossos. Por isso, ele passou por uma cirurgia para implantar três pinos de platina na bacia e teve que ficar de cama por seis meses. Durante este período, Renato dedicou todo seu tempo a ouvir música de diversos estilos. Isso foi muito importante para sua formação como músico.
A primeira banda da qual participou foi o Aborto Elétrico, o grupo durou quatro anos, mas acabou por brigas internas. Após o fim da banda, Renato passou a compor e a se apresentar sozinho, tornando-se o Trovador Solitário. A fase solo foi curta, e logo Renato montou a Legião Urbana.
Aos 18 anos, Renato Russo assumiu para a família que era bissexual, e em 1988, assumiu publicamente.
Renato descobriu que era soropositivo em 1989, e veio a falecer por complicações causadas pela Aids em 11 de outubro de 1996. Morreu deixando um filho de sete anos, Giuliano Manfredini. Seu corpo foi cremado e as cinzas foram jogadas no sítio de Roberto Burle Marx.
Com o filho, Giuliano
Com sua morte, a banda Legião Urbana chegou ao fim, porém continua fazendo muito sucesso até os dias de hoje.
Discos solos:
* The Stonewall Celebration Concert (1994);
* Equilíbrio Distante (1995);
* O Último Solo (1997);
* Presente (2003).
E mais uma vez eu falo de músicas que têm o poder de penetrar em minha alma, e Andrea Doria com certeza é uma delas. Me acalma e me deixa bem. Só isso importa...
Cansei de falar de estrangeiros. Tá na hora de falar um pouco de banda nacional, e para começar na área verde e amarela, resolvi falar sobre a Legião Urbana porque foi uma das primeiras bandas que me apaixonei de verdade.
A banda foi formada em 1982, com o fim do Aborto Elétrico. A primeira apresentação da banda foi em 1982, no festival Rock no Parque, em Patos de Minas, Minas Gerais. Esta foi a única apresentação em que a banda apareceu com sua formação original: Renato Russo (vocal e baixo), Marcelo Bonfá (bateria), Paulo Paulista (teclado) e Eduardo Paraná (guitarra). Logo depois, Paulo e Eduardo deixaram a banda e Ico Ouro-Preto assumiu a guitarra, porém foi substituído por Dado Villa-Lobos em 1983.
A Legião foi convidada pela EMI para gravar uma fita demo após uma apresentação da banda no Circo Voador, no Rio de Janeiro, em 1983. Renato Rocha chega na banda e assume o baixo, em 1984, para a gravação do primeiro disco.
O primeiro álbum, Legião Urbana, foi lançado em 1985 e trouxe canções como Será, Por Enquanto, Geração Coca-Cola e Ainda É Cedo. O segundo álbum, Dois, saiu em 1986 e vendeu 1,2 milhão de cópias e nos trouxe Eduardo e Mônica e Índios.
O álbum Que País É Este 1978/1987 é considerado a primeira coletânea da banda, pois sete de suas nove músicas eram do Aborto Elétrico. Fizeram sucesso Faroeste Caboclo, Que País É Este e Angra dos Reis. Renato Rocha saiu do grupo após a gravação deste álbum por causa de desentendimentos com os outros integrantes. Russo e Villa-Lobos vieram a se revezar no baixo em seus próximos álbuns.
As Quatro Estações veio logo depois, em 1989, e é considerado por muitos (inclusive por mim) um dos melhores álbuns da banda. É o mais vendido da Legião (1,7 milhão de cópias) e também o que lançou mais hits como Pais e Filhos e Monte Castelo.
Em 1991 veio o V, o mais melancólico. Foi lançado na época em que Renato Russo descobriu que era portador de HIV e também teve problemas com alcoolismo. Destaque para as canções O Teatro dos Vampiros e Vento no Litoral. O Descobrimento do Brasil (o meu favorito) foi lançado em 1993. Um pouco mais alegra do que o anterior, foi lançado na época em que Renato iniciou um tratamento para se livrar da dependências química.
A Tempestade ou O Livro dos Dias foi o último disco da banda, lançado em 1996. Considerado um dos mais tristes, trouxe as canções Natália, 1º de Julho e Dezesseis.
O fim da banda veio com o falecimento de Renato Russo em 1996, 21 dias após o lançamento de A Tempestade. Uma Outra Estação foi lançado após o fim da banda, reaproveitando canções que ficaram de fora de A Tempestade (uma vez que o projeto original do álbum era que ele deveria ser duplo, porém não aconteceu).
Curiosidade: O lema da banda é "Urbana Legio Omnia Vincit" (Legião Urbana a tudo vence) e aparece no encarte de todos os álbuns. Foi uma adaptação feita por Renato do lema de Júlio César: "Romana legio omnia vincit" (Legião romana a tudo vence). O único álbum que não aparece esta inscrição é A Tempestade.
"Brigar pra quê se é sem querer?
Quem é que vai nos proteger?
Será que vamos ter que responder
Pelos erros a mais, eu e você?" ♫